SES/RJ APRESENTA NA ALERJ MEDIDAS DE COMPENSAÇÃO DO PCCS DA SAÚDE; SERVIDORES EXIGEM A IMEDIATA IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO

25/09/2019

Audiência Pública recebeu parlamentares, servidores do estado e o gabinete da Secretaria de Estado de Saúde; secretário pediu que o funcionalismo aguarde decisão final do STF e servidores discordaram

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) convocou segunda-feira (23) uma Audiência Pública para que a Secretaria de Estado de Saúde apresentasse o plano de compensação financeira do estado para viabilizar a implementação do Plano de Cargos, Carreira e Salários aprovado por esta mesma Assembleia ano passado. Edmar santos esteve presente para divulgar as medidas e respondeu às indagações dos deputados e servidores da saúde.

Porém, a batalha dos servidores encontra dificuldades para a imediata implementação da Lei 7946/2018. Uma delas é a alegação do governo estadual que se diz impedido pelo Regime de Recuperação Fiscal de praticar aumento de despesas, tais como reajustes salariais do funcionalismo, realização de concursos públicos (mesmo que sejam para repor quadros que se aposentaram) e contratações. Diante disso, o governador Wilson Witzel ajuizou no mês de maio ação no Supremo Tribunal Federal para suspender a obrigação de rever cargos e salários de servidores da área de saúde. Já as medidas apresentadas pela SES/RJ visam absorver o impacto de cerca de 4 bilhões de reais diluídos em 48 meses após a vigência do plano de carreiras dos servidores.

Dentro das medidas compensatórias elaboradas pela secretaria estão a extinção de 5 mil cargos vagos, a concessão de aposentadoria (compulsórias, por tempo e proporcionais) na SES e no Iaserj, 4338 mil e 437, respectivamente, a extinção de cargos vagos por conta de exonerações à pedido e falecimentos na SES e no Iaserj, 174 e 31, respectivamente, fazer com que a cessão de servidores da pasta da secretaria e Iaserj seja onerosa para o destino, 2599 e 45, respectivamente e a implantação de um Plano de Demissão Voluntária (PDV).

BAIXE A APRESENTAÇÃO DO PCCS DA SAÚDE 

Secretário pede para que os servidores aguardem pronunciamento do STF    

Mesmo diante dos esforços da Secretaria de Estado de Saúde para que, de fato, o PCCS da Saúde e Iaserj seja implementado o quanto antes, Edmar Santos pediu calma ao funcionalismo e sugeriu que se espere um posicionamento final do Supremo Tribunal Federal. A ADI ajuizada pelo Executivo estadual tem como relatora a ministra Rosa Weber.

Servidores discordam e sugerem que o estado implemente de imediato o PCCS

Lideranças do Movimento PCCS JÁ! argumentam que não é necessário que o estado aguarde a palavra final da Suprema Corte, já que existem pareceres favoráveis da Alerj e da Advocacia-Geral da União alegando que a lei do plano de cargos não fere a Constituição. Segundo Andre Ferraz, diretor da Associação dos Servidores de Vigilância Sanitária do Rio (Asservisa), “existe caixa suficiente no Executivo para arcar com os impactos da lei”. Ferraz também disse que se o estado cumprisse com os 12% da receita anual da saúde, seria possível a rápida efetivação das reivindicações dos servidores.

Deputados querem reunião com Witzel e formação de frente de parlamentares em Brasília

Diversos parlamentares estaduais e federais estiveram presentes na audiência, dentre eles Paulo Ramos (PDT-RJ) e Alexandre Serfiotis (PSD-RJ), que atuam na Câmara Federal, Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ), Waldeck Carneiro (PT-RJ), Martha Rocha (PDT-RJ), Mônica Francisco (Psol-RJ) e Márcio Gualberto (PSL-RJ). A presidente da Comissão de Saúde da Alerj, a deputada Martha Rocha, elaborou junto com os presentes dois principais encaminhamentos que deverão ocorrer em breve para que o PCCS da Saúde ocorra de maneira mais rápida. O primeiro deles é a formação de uma frente de deputados estaduais e federais para articular, em Brasília, diálogos com a ministra Rosa Weber e demais magistrados. Outro encaminhamento promete viabilizar uma reunião entre servidores da saúde e o governador. Segundo Martha Rocha, “a reunião é para cobrar do governador que ele implemente o PCCS e cumpra o que prometeu na campanha eleitoral. A Advocacia-Geral da União já deu parecer entendendo a improcedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pelo governo do estado, já que na lei do Regime de Recuperação Fiscal há excepcionalidades para Saúde, Educação e Segurança. Está faltando vontade política”.

Antes do início da Audiência Pública, foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem à pequena Ágatha, morta após uma incursão da PM no Complexo do Alemão no último dia 21”.

O Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado do Rio de Janeiro integra o movimento unificado pela imediata implementação do PCCS e acompanha de perto a luta dos servidores da saúde e da categoria dos assistentes sociais.

 




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